Prefeitura de São Paulo amplia equipe que aprova prédios

A Prefeitura de São Paulo contratou 80 arquitetos para trabalhar na aprovação e fiscalização de novos empreendimentos e obras públicas. O grupo vai atuar na Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), nos departamentos responsáveis por analisar mais de 6 mil processos de anistia que aguardam resposta há quase uma década. Parte desses profissionais vai para o Departamento de Aprovação de Edificações (Aprov), epicentro de denúncias de recebimento de propina e favorecimento a empreendimentos.

DIEGO ZANCHETTA, Agência Estado

31 de agosto de 2012 | 10h17

O número de arquitetos que liberam licenças e analisam a liberação de prédios aumentou 35% com essa contratação - serão agora 230 desses profissionais na Sehab.

Durante a cerimônia que deu posse ao novos arquitetos, no Edifício Martinelli, no centro, um telão transmitiu mensagem do chefe do departamento de desenho urbano da prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn. "Vocês não estão aqui para liberar prédios, vocês estão aqui para criar comunidades", falou o americano, autor de projetos urbanos inovadores em Nova York, como o High Line Park, parque construído sobre uma antiga linha de trem suspensa. Antes inutilizada, a área ajudou a revitalizar a região portuária e o distrito de Chelsea, que até o início da década era degradado e atraía poucos moradores.

Profissional

Os arquitetos devem dar um "perfil mais técnico" para as aprovações da Prefeitura. Um dos setores onde parte desses 80 novos profissionais será lotada é o departamento de aprovação de grandes empreendimentos, epicentro das denúncias que envolveram o ex-assessor Hussein Aref Saab, afastado do cargo sob suspeita de enriquecimento ilícito. Aref adquiriu 125 apartamentos nos sete anos em que esteve à frente da liberação de licenças para obras públicas e privadas com mais de 400 vagas de estacionamento.

Segundo a Prefeitura, aos 80 primeiros chamados devem ainda se juntar até o fim do ano outros 160 arquitetos aprovados no concurso público de 2011. O salário inicial dos profissionais é de cerca de R$ 4 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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