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Prefeitura de SP negocia redução da dívida com governo federal

A prefeitura de São Paulo apresentou nesta sexta-feira uma proposta ao ministro Guido Mantega (Fazenda) que prevê antecipação de parcela de pagamento da dívida municipal junto ao governo federal.

REUTERS

11 de fevereiro de 2011 | 18h14

A prefeitura propõe a antecipação de 5,9 bilhões de reais referentes ao estoque da dívida total do município de 44 bilhões de reais.

Pelos cálculos da prefeitura, incluindo o pagamento de parte do principal e redução dos juros, a dívida total cairia para 30 bilhões de reais.

A prefeitura quer a dilatação do prazo de pagamento desta parcela de 5,9 bilhões de reais de 20 para 180 meses. Se o governo aceitar a proposta, a prefeitura voltaria a se enquadrar num nível de endividamento que permitiria pagar juros menores sobre a dívida.

Atualmente a correção da dívida é feita por IGP-DI mais 9 por cento de juros ao ano. Cairia para IGP-DI mais 6 por cento.

"Abre espaço para novas operações de crédito e de investimento", disse a jornalistas o secretário de Finanças do município, Mauro Ricardo.

Hoje, 13 por cento da receita do município, ou cerca de 2,5 bilhões de reais por ano, são consumidos com o pagamento de juros da dívida. Se o acordo for fechado, nesses termos, o gasto será de 10 por cento.

Os recursos que a prefeitura usaria para antecipar o pagamento seriam tomados por meio de empréstimo junto ao Banco Mundial.

"Com o Banco Mundial já está tudo acertado", disse o prefeito Gilberto Kassab (DEM), depois de encontro com Mantega.

(Reportagem de Aluísio Alves)

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