Preferência política afeta reação do cérebro a candidatos

Um novo estudo da Universidade de Califórnia, Los Angeles com imagens do cérebro mostra que a preferência partidária afeta a atividade cerebral de militantes que vêem fotografias de candidatos. Publicado no periódico Neuropsychologia, o trabalho revela que o cérebro de um militante reage à imagem de um candidato da oposição ativando redes cognitivas que regulam as emoções.Os pesquisadores sugerem que essa atividade tem um de três objetivos: suprimir emoções desagradáveis; suprimir sentimentos positivos para com a oposição; estimular sentimentos negativos para com a oposição."Ainda temos muito a aprender sobre as bases neurológiocas das decisões políticas; no entanto, essas descobertas mostram que a militância num partido tem um impacto claro na atividade cerebral", diz o principal autor do trabalho, Marco Iacoboni. "Mais importante, nossas descobertas mostram que atitudes políticas podem guiar a ativação de sistemas emocionais e influenciar como as pessoas regulam essas respostas".Usando equipamento de ressonância magnética, os pesquisadores fizeram imagens do cérebro de 10 filiados ao Partido Democrata e 10 filiados ao Partido Republicano enquanto os voluntários viam imagens de candidatos às eleições presidenciais de 2004 - George W. Bush, John Kerry e Ralph Nader. O estudo foi conduzido na época da campanha eleitoral.O nível de atividade cerebral mostrou correlação com as emoções descritas pelos voluntários: quanto maior o sentimento negativo sobre o oponente e maior o positivo sobre o candidato do próprio partido, mais a atividade cerebral parecia discriminar entre ambos.

Agencia Estado,

13 de julho de 2006 | 18h25

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.