Premiê da Tunísia vai renunciar nesta quinta, diz agência estatal

O primeiro-ministro da Tunísia, o islâmico Ali Larayedh, vai renunciar nesta quinta-feira e entregará o poder a um governo provisório, como parte de um acordo fechado com a oposição para recolocar no caminho a transição para a democracia, informou a agência estatal de notícias tunisiana.

Reuters

09 de janeiro de 2014 | 12h05

Três anos após uma revolta popular contra o autocrata Zine el-Abidine Ben Ali, a Tunísia está nos estágios finais para estabelecer uma democracia completa antes de eleições que serão um raro sinal de luz em uma região instável.

"O primeiro-ministro... declarou que vai entregar sua renúncia ao presidente nesta quinta-feira à tarde", disse o gabinete presidencial em comunicado publicado pela agência estatal TAP.

A Tunísia, um dos países mais seculares do mundo árabe, tem sofrido com as divisões sobre o papel do islã e o surgimento de militantes islâmicos radicais desde a revolta de 2011 que inspirou outras na região.

O assassinato de dois líderes de oposição seculares por homens armados no ano passado fortaleceu os adversários seculares do partido islâmico Ennahda, que tomaram as ruas do país exigindo a renúncia dos membros do partido e os acusando de serem condescendentes com os radicais.

O Ennahda chegou a um acordo no ano passado com o principal grupo de oposição, o Nidaa Tounes, para entregar o poder quando os partidos terminassem de escrever a nova Constituição, estabelecessem a data para uma eleição e nomeasse um conselho eleitoral para supervisionar a votação.

Grande parte desse acordo que foi feita: a Assembleia Nacional está votando os últimos artigos da nova Carta e na quarta-feira à noite a Assembleia nomeou uma comissão eleitoral de nove membros.

(Reportagem de Patrick Markey e Aziz El Yaakoubi)

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