Premiê grego tenta ganhar apoio de partidos para reformas

O primeiro-ministro da Grécia, Lucas Papademos, se reuniu com líderes de partidos políticos de sua coalizão neste domingo na tentativa de persuadir as lideranças a apoiarem dolorosas reformas exigidas pelos credores internacionais do país que atravessa grave crise econômica.

REUTERS

30 de janeiro de 2012 | 13h16

Agora que a Grécia está perto de fechar um aguardado acordo de troca de dívida com credores privados, a atenção está se voltando às difíceis negociações com credores que querem novas medidas de austeridade antes de entregarem recursos de um pacote de ajuda de 130 bilhões de euros.

Mas a combinação de cortes de gastos e reformas para recuperar a economia podem trazer mais miséria para a população no curto prazo e poucos políticos querem estar associados a isso, antes de eleições marcadas para abril.

"Este dia é crucial. Precisamos mostrar força e seriedade", disse George Karatzaferis, líder do partido de ultra-direita LAOS, um dos três que formam o governo de Papademos, a jornalistas, antes da reunião.

Karatzaferis, cujo partido perdeu popularidade em pesquisas de opinião pública desde dezembro, tem nas últimas semanas aumentado as ameaças de deixar a coalizão, citando falta de coesão da aliança que inclui os partidos socialista PASOK e conservador Nova Democracia.

Os credores, Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional, querem que a Grécia faça mais cortes de gastos avaliados em 1 por cento do Produto Interno Bruto, ou pouco mais de 2 bilhões de euros, este ano. Os cortes incluem redução de gastos com defesa e saúde e diminuição de instituições públicas redundantes.

Mas os parceiros europeus da Grécia estão cada vez mais preocupados de que o país não tenha mais vontade ou capacidade de seguir com as mudanças pedidas.

A Alemanha está pressionando Atenas para renunciar o controle de sua política orçamentária para instituições europeias, como parte das negociações da segunda parte do pacote de resgate financeiro, disse uma fonte europeia à Reuters.

Mas o ministro de Finanças da Grécia, Evangelos Venizelos, reagiu com raiva à sugestão no domingo, afirmando que o país é perfeitamente capaz de cumprir suas promesas.

"Qualquer um que coloca uma nação diante do dilema de 'assistência econômica ou dignidade nacional' ignora algumas lições históricas importantes", disse Venizelos antes de viajar para Bruxelas para um encontro da União Europeia, na segunda-feira.

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