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Prepare a lista do free shop

Um guia básico para saber o que e onde comprar os produtos sem imposto vendidos em aeroportos, navios...

19 de fevereiro de 2011 | 08h00

Você pode ser turista de primeira viagem internacional. Ou ter cansado de acumular - e gastar - milhas voando pelo mundo. Tanto faz. Dificilmente não terá em mãos uma listinha de compras para o free shop, incluindo as quase inevitáveis encomendas de amigos e parentes.

 

Nas lojas duty free nos aeroportos brasileiros, o turista tem direito a comprar, no máximo, US$ 500 na ida e outros US$ 500 na volta. Sem falar da cota de também US$ 500 que se pode trazer em compras feitas no exterior.

 

É bem verdade que os produtos dos free shops podem ser barganhas fenomenais. Isso porque eles não têm impostos embutidos nos preços, já que são vendidos "em trânsito". Pode ser nos aeroportos (e você até pode encomendar pelo site, antes de viajar), nos navios ou mesmo dentro dos aviões.

 

A economia depende, claro, do produto e do país da compra. No entanto, alguns itens sujeitos a altas taxas, como tabaco e bebidas alcoólicas, são sempre um bom negócio: dá para conseguir descontos de até 50%. Outros artigos de luxo, como roupas de grife, relógios e joias, podem custar até 25% menos.

 

Para escolher. As dúvidas cruéis são o que e onde comprar. Uísque e vinho no free shop de São Paulo ou em algum da Europa? E perfumes e chocolates, em qual duty-free o desconto é maior? As lojas dos Estados Unidos são mesmo as melhores para produtos eletrônicos?

 

A resposta é... depende. Se há alguma promoção, se o produto é fabricado no país de compra (ou próximo dele), se a moeda de pagamento é dólar, euro ou real (no Brasil, é possível pagar em dólar ou fazer a conversão imediata) e por aí vai... Abaixo, damos uma ajudinha para você verificar os itens mais vantajosos em cada destino.

 

 

 

As melhores barganhas

 

Produtos

 

Bebidas alcoólicas

No free shop dos aeroportos de SP e Rio é vantagem. Porque você não vai ter de carregar as garrafas na viagem e os preços não costumam decepcionar. Aqui, uma garrafa de Johnnie Walker Black Label custa US$ 31; em Londres, US$ 36 e em Berlim, US$ 43. A vodca Smirnoff sai a US$ 17 aqui - e a US$ 14 em NY. Mas será que compensa?

 

Perfumes

Vai do contexto: você pode querer sair do Brasil com o perfume novo - e aí não dá para discutir valores - ou apenas trazê-lo. A dica é, na ida, ver o preço no free shop e comparar com o do aeroporto de destino. O Flower by Kenzo sai a US$ 65 em SP e US$ 74 em Londres. Já o Trésor in Love (Lancôme) é barato em NY: US$ 78

 

Eletrônicos

Não compre no Brasil. EUA, Europa e até Buenos Aires têm preços melhores. Aqui você paga US$ 459 em um iPod Touch de 32 GB e US$ 549 numa câmera Cassio de 9,1 MP. Na Argentina, a Sony Cybershot de 12,1 MP sai a US$ 205. E, em Frankfurt, o iPad 16 GB, US$ 681

 

Chocolates

Em geral, vale mais a pena comprar no exterior (ainda mais nos mercados locais, fica a dica), mesmo porque os bons são todos produzidos por lá. Se comparar o preço de um pacote de Lindt sortido, você verá a diferença. Em São Paulo, US$ 22 (400g); em Lisboa, US$ 17 (500g); e em Buenos Aires, US$ 21,50 (500g)

 

Preços pesquisados nos aeroportos entre dezembro de 2010 e fevereiro de 2011. Sites: BrasilInglaterraEUAHolandaBuenos Aires

 

As regras para trazer produtos do exterior

 

Em outubro do ano passado, começaram a vigorar as novas normas da Receita Federal para os turistas que trazem produtos comprados no exterior. Em resumo, itens comprovadamente de uso pessoal ou profissional, como máquinas fotográficas, celulares e roupas, só para citar alguns, ficam fora da cota máxima de US$ 500 (viagens aéreas) ou US$ 300 (barco ou via terrestre) - criança também tem cota. Mas fique atento: há um limite máximo para cada produto, inclusive bebidas alcoólicas.

 

Para tudo o que não for de uso pessoal, vale a regra antiga: o valor que ultrapassar os US$ 500 da cota será taxado em 50%. É o caso de computadores, notebooks, TVs, filmadoras, iPad, entre outros. O melhor é conferir as regras no site da Receita Federal antes de viajar.

 

Também vale a pena lembrar: guarde todas as notas fiscais para evitar qualquer tipo de problema na alfândega.

 

Veja também:

linkHub: você ainda vai passar por um

linkSobre o lar de um viajante

link Os bastidores, nos mínimos detalhes

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