Presa mais uma por furto de R$ 27 mi usando túnel

Sétima detida por ataque a empresa, Ágata Suzana Brasil de Almeida se fazia passar por empregada doméstica na casa usada pelos assaltantes

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

16 Dezembro 2009 | 00h00

A Polícia Civil prendeu Ágata Suzana Brasil de Almeida, de 19 anos, suspeita de envolvimento no furto de R$ 27.776.572,92 da transportadora de valores Transnacional, no Jaguara, zona oeste da capital, no último dia 6. Com ela, sobe para sete o número de presos acusados de participação no crime.

Ágata foi presa na noite de sábado em Jandira, na Grande São Paulo. Ela trabalhou durante quatro meses como empregada doméstica na casa de número 190 da Rua José Mascaro, de onde partiu o túnel de 150 metros em direção à Transnacional.

A garota disse à Polícia Civil que ganhava R$ 400 por semana e tinha conhecimento do plano da quadrilha. Afirmou ainda ter conhecido duas pessoas na residência. Segundo Ágata, outra função dela era despistar a vizinhança e dar a impressão de que uma família normal vivia na casa.

Policiais do Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic) chegaram ao endereço de Ágata graças a denúncias. O Deic apurou que ela é mulher de um preso recolhido na Penitenciária de Getulina, no interior paulista, e tem um filho de 3 anos.

No último dia 7, o Deic indiciou cinco homens e uma mulher por envolvimento no furto. Eles foram presos numa casa no Capão Redondo, zona sul, pelos soldados Adriano e Agnaldo, da 3ª Companhia do 37º Batalhão. Uma mulher viu o bando contando dinheiro na sacada do imóvel e telefonou para o 190 da Polícia Militar. Com eles foram apreendidos R$ 4 mil. Segundo a polícia, os outros R$ 27.772.572.92 furtados não foram recuperados.

Para o assalto, o bando comprou, há sete meses, a casa da Rua José Mascaro. Por meio do túnel, eles chegaram ao caixa-forte da Transnacional e escoaram os malotes de dinheiro em carrinhos feitos sob medida.

NÚMEROS

R$ 27 milhões

foram roubados pela quadrilha da transportadora na zona

oeste da capital paulista

150 metros

tinha o túnel que os ladrões fizeram entre a casa usada

para o crime e o alvo

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