Presa quadrilha que transportava drogas para a Europa

A Polícia Federal desmantelou uma quadrilha internacional que há pelo menos um ano transportava drogas para a Europa, usando o Brasil como rota. Na operação, desencadeada no sábado pela Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE) no Paraná e em Brasília, foram presos um italiano, um alemão, um boliviano e dois brasileiros, que davam suporte à quadrilha no Brasil. Foram apreendidos 14 quilos de cocaína, acomodados em fundos falsos de cinco malas, que seriam embarcadas ontem para Zurique, na Suíça.Essa é a sexta quadrilha de narcotraficantes presa no Brasil só neste ano. O País, segundo estudo do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), tornou-se a principal rota de passagem da cocaína produzida por países andinos, com destino à Europa. O grupo vinha sendo monitorado há quatro meses, a partir de informações de uma brasileira, presa na França no ano passado, com três quilos de cocaína numa mala. Ela deu o nome do seu aliciador, um paranaense, também preso na operação.A superintendente da PF em Brasília, delegada Valkiria Teixeira de Andrade, informou que a partir da prisão da brasileira, as polícias francesa e brasileira, com auxílio da Interpol, trabalharam em articulação no monitoramento da quadrilha.O italiano foi preso no momento em que embarcava no aeroporto de Brasília com destino à Suíça. Simultaneamente, o alemão, o boliviano e um brasileiro recebiam voz de prisão quando fechavam a conta no hotel em que estavam hospedados, no Setor Hoteleiro Sul de Brasília. O outro brasileiro foi detido no Paraná.Por ano, o consumo de cocaína no mundo movimenta cerca de US$ 80 bilhões, conforme o estudo do UNODC. Pelo Brasil, circulam anualmente 80 toneladas da droga, quase toda procedente da Colômbia, Bolívia e Peru. Desse total, 40 toneladas (6,5% do consumo mundial) ficam no Brasil para consumo interno e o restante segue para a Europa, com escala nos países africanos de língua portuguesa.

VANNILDO MENDES, Agencia Estado

16 de março de 2008 | 18h54

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.