Presença da internet móvel no mercado brasileiro chega a 9%

Em termos relativos, esses números já ultrapassam os índices de países mais desenvolvidos

Michelly Teixeira, Agência Estado

10 Junho 2008 | 19h26

Levantamento da consultoria IDC mostra que a participação da internet móvel no mercado brasileiro, em termos relativos, já ultrapassa os índices de países mais desenvolvidos. Enquanto no Brasil os acessos à internet pela rede móvel representam 9% do total de 8,1 milhões de usuários de banda larga, o porcentual nos Estados Unidos é de 6%.   Segundo o analista-sênior de telecomunicações da IDC, Alex Zago, a relação é explicada pela fato de os EUA, assim como outros países desenvolvidos, terem uma penetração muito maior e mais consolidada de banda larga fixa. "Aqui no Brasil, a conexão móvel cobre a lacuna deixada pela banda larga fixa, como nos casos de localidades distantes em que a população tem de se valer da rede móvel por não ter outra opção", justifica. Contudo, nos grandes centros urbanos a adoção da banda larga móvel ocorre tanto para substituir como para complementar a internet rápida fixa.   Assim, de acordo com a IDC, a oferta de conexões móveis no Brasil já começa a cumprir seu papel no processo de inclusão digital. Nos próximos anos, seguindo a agenda de investimentos em terceira geração de telefonia celular (3G) definida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), essa tendência vai ficar ainda mais nítida. "A previsão é que a participação de banda larga móvel no Brasil seja algumas vezes maior do que muitos países desenvolvidos", acredita Zago.

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