Presidente da Chevron pode ser impedido de sair do País

Os executivos e funcionários estrangeiros da empresa norte-americana Chevron responsabilizados pelos vazamentos de petróleo na Bacia de Campos podem ser impedidos de sair do Brasil. A Justiça Federal no Rio de Janeiro vai analisar o pedido que será apresentado no início da próxima semana pela Procuradoria da República em Campos. Pelo menos 17 pessoas e as empresas Chevron e Transocean, que operava a plataforma de onde originaram os vazamentos, serão denunciadas por delitos previstos na Lei de Crimes Ambientais.

ALFREDO JUNQUEIRA E MARIANA DURÃO, Agência Estado

17 Março 2012 | 13h45

Entre os profissionais de origem estrangeira que podem ser proibidos de deixar o território nacional, está o presidente da petroleira, George Buck. A medida também deve atingir outros executivos de nacionalidade norte-americana, francesa e australiana. A preocupação do Ministério Público Federal é que, com a solicitação da interrupção das atividades de exploração da Chevron no Brasil, essas pessoas aproveitem para voltar aos seus países de origem para não responderem às acusações no processo criminal.

A denúncia que a Procuradoria da República apresentará à Justiça foi elaborada a partir do inquérito da Polícia Federal sobre o vazamento de 2,4 mil barris de petróleo em novembro de 2011. O novo incidente, detectado no início do mês e anunciado pela Chevron na última quinta-feira, pode resultar no indiciamento e responsabilização de outros funcionários da petroleira.

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