Presidente da Gaviões da Fiel é procurado pela Justiça

O presidente da torcida organizada Gaviões da Fiel, Antônio Alan Souza Silva, conhecido como Donizete, continua foragido da polícia após ter o mandado de prisão decretado na última quinta-feira.

GHEISA LESSA, Agência Estado

08 Maio 2012 | 12h07

Ele é procurado pelo confronto entre as torcidas do Corinthians e a Mancha Verde, do Palmeiras, que aconteceu no dia 25 de março. Durante a confusão, que envolveu cerca de 500 torcedores, André Alves Lezo, de 21 anos, e Guilherme Vinicius Jovanelli Moreira, de 19 anos, morreram em função de ferimentos na cabeça. Ambos eram torcedores do Palmeiras.

De acordo com o delegado titular da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), Arlindo José Negrão Faz, as duas torcidas são investigadas por formação de quadrilha, mas apenas a Gaviões da Fiel tem mandados de prisão pelos homicídios.

O presidente da Gaviões, segundo Faz, está foragido desde que voltou da Colômbia, na madrugada da última sexta-feira, onde teria acompanhado o jogo do Conrinthians contra o Emelec.

"O mandado, decretado pela 2ª Vara do Júri do Fórum de Santana, estava sendo mantido em sigilo até que repercutiu na imprensa na tarde de ontem (segunda-feira)", disse o delegado titular do Decradi.

"Fomos atrás do presidente da Gaviões assim que ele teria voltado de viagem, na casa dele, em Pirituba, e na sede da Gaviões, no bairro Bom Retiro, e já não o encontramos", explicou o delegado.

Segundo Faz, assim que o mandado de prisão é decretado a pessoa já é tida como foragida. "Neste caso, acreditamos que alguém o tenha alertado porque ele - Antônio Alan Souza Silva - sumiu assim que chegou ao País", revelou o delegado responsável pelas investigações.

De acordo com o delegado, cerca de seis agentes da Polícia Civil estão empenhados na busca pelo presidente da Gaviões da Fiel e que ele será autuado pelos crimes de homicídio, agressão e formação de quadrilha. "Ele estava sabendo da briga na Avenida Inajar de Souza, porque foram comprados rojões e barras ferro", informou.

O caso

As investigações sobre o confronto entre palmeirenses e corinthianos na Avenida Inajar de Souza em 25 de março apontaram culpados de ambas as torcidas e foram cumpridos, de acordo com o delegado titular do Decradi, 12 mandados de prisão.

Seis integrantes da torcida palmeirense Mancha Verde foram presos por formação de quadrilha, mas respondem em liberdade após decisão da Justiça. Três membros da Gaviões da Fiel continuam detidos. Há ainda, conforme informações de Faz, seis mandados de prisão sendo cumpridos contra membros da Gaviões. Entre os seis foragidos está o presidente da organizada.

As investigações, segundo a Polícia Civil, continuam até que seja encontrada a autoria dos assassinatos, ou nos mandantes do confronto.

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