Presidente da Gradiente está otimista com solução para crise

Companhia de eletroeletrônicos acumula dívida de R$ 300 milhões; Staub não dá detalhes sobre negociações

Reuters,

24 Junho 2008 | 15h32

O presidente da Gradiente, Eugenio Staub, informou nesta terça-feira, 24, estar "otimista" com uma solução à crise financeira da companhia de eletroeletrônicos, cuja dívida beira os R$ 300 milhões. Staub, que participou de encontro organizado pelo Instituto Ethos, disse que ainda não pode dar detalhes das negociações.   O executivo conversou reservadamente com o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, durante o seminário, mas o teor da conversa não foi revelado. Sabe-se que o diretor da Gradiente Moris Arditt esteve por quinze dias na China recentemente.   Questionado sobre uma possível atuação do banco de fomento para a solução da crise da companhia brasileira, Coutinho disse que "o banco não está avaliando nenhuma operação específica" para esse fim. Segundo ele, o BNDES não recebeu nenhum pedido de financiamento e considera que a saída para a Gradiente "tem de ser uma saída de mercado", que envolva os credores.   "Se houver uma solução sustentada, de mercado, o banco pode vir a apoiar, mas hoje ainda não tem nenhuma", afirmou Coutinho.   Em maio, ao participar de um evento em Manaus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a afirmar que o governo faria tudo o que estivesse ao seu alcance para salvar a Gradiente. Staub foi o primeiro empresário a declarar publicamente seu apoio ao então candidato Lula, antes da vitória para o primeiro mandato.   A Positivo Informática, maior companhia de PCs do Brasil no varejo, chegou a avaliar a compra da Gradiente, mas informou ao mercado de capitais, em dezembro passado, que as negociações não tinham avançado.   Na semana passada, as ações da companhia chegaram a subir mais de 20% depois que a Gradiente comunicou que estava negociando com os credores um processo de recuperação.

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