Presidente da Libéria rechaça pessimistas e diz que Ebola se estabiliza no país

Presidente da Libéria rechaça pessimistas e diz que Ebola se estabiliza no país

Surto iniciado em março já matou mais de três mil pessoas

REUTERS

02 de outubro de 2014 | 10h58

A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, afirmou que a crise do Ebola está se estabilizando em seu país e que novos dados em breve provarão que os alertas dos especialistas dos Estados Unidos e da Organização das Nações Unidas (ONU) a respeito de dezenas de milhares de casos estavam “simplesmente errados”.

Seus comentários, feitos ao canal em inglês da televisão France 24 no final da quarta-feira, vêm na esteira de previsões da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que 20 mil pessoas estarão infectadas com o Ebola até o final de novembro. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) alertou para centenas de milhares de casos se ações rápidas não forem adotadas.

“Estamos começando a ver uma estabilização... até em Monróvia, a mais atingida”, disse Johnson Sirleaf said, referindo-se à capital liberiana.

O pior surto de Ebola já registrado começou em março na Guiné, e desde então se disseminou pela maior parte de Libéria e Serra Leoa, matando mais de 3.300 pessoas, sobrecarregando os sistemas de saúde e combalindo economias já frágeis.

A Libéria registrou o maior número de mortes – quase duas mil – e agências de assistência disseram que ainda precisam de centenas de leitos para pacientes do Ebola na capital – a falta de leitos obriga à recusa de pacientes, que voltam às suas comunidades e espalham ainda mais a infecção.

Mas Johnson Sirleaf repudiou os alertas negativos.

“Estou esperando as próximas projeções, e espero que eles admitam que estavam simplesmente errados, que todos os nossos países estão controlando essa coisa”, afirmou ela.

Em seu informe mais recente sobre a doença, a OMS declarou que a transmissão “continua persistente e generalizada na Guiné, Libéria e Serra Leoa, com fortes sinais de que a incidência de casos está aumentando em vários distritos”.

(Por David Lewis)

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