Presidente de Taiwan sofre pressão para deixar comando de partido

A pressão aumenta para que o presidente de Taiwan deixe o comando do partido governista, próximo à China, depois que uma derrota eleitoral sem precedentes para a oposição colocou em dúvida os esforços para construir laços mais fortes com o gigante vizinho.

J.R. WU, REUTERS

30 Novembro 2014 | 11h00

Com eleições presidenciais previstas para daqui a dois anos, o presidente Ma Ying-jeou não deve provavelmente ser capaz de avançar com as paralisadas negociações comerciais com a China, que vê Taiwan como uma província separatista para, caso necessário, ser retomada à força.

Sair do comando do partido e, assim, assumir responsabilidade pela derrota eleitoral, como alguns exigem, não significaria, no entanto, que Ma deixaria a presidência. Ma está no seu segundo e último mandato como presidente, previsto para acabar em 2016.

A derrota do partido do presidente nas eleições locais de sábado mostram que a estratégia elaborada com Pequim de aproximar a ilha da China por intermédio de laços econômicos está fracassando, disse Nicholas Consonery, um analista do Eurasia Group.

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