Presidente do Haiti critica relatório da OEA sobre eleições

O presidente haitiano, René Préval, tem restrições ao relatório de uma organização regional que contestou os resultados oficiais das caóticas eleições nacionais de novembro, afirmou uma autoridade na quinta-feira.

JOSE, REUTERS

13 de janeiro de 2011 | 21h51

Préval, que não pode concorrer a um terceiro mandato consecutivo, recebeu na quinta-feira o relatório dos especialistas da Organização dos Estados Americanos (OEA), que recomendaram que o candidato governista à Presidência se retire do segundo turno.

"O presidente tem uma série de restrições quanto à metodologia que os membros da comissão usaram para chegar às conclusões", disse uma autoridade do governo, que pediu para não ser identificada.

As dúvidas de Préval sobre o relatório poderiam provocar tensões políticas e incertezas um dia depois que o Haiti celebrou o primeiro aniversário do devastador terremoto de 12 de janeiro no país mais pobre das Américas.

O presidente é acusado por opositores de fraudar o pleito, apoiado pela Organização Nações Unidas (ONU), realizado em meio à confusão generalizada e às acusações de manipulação. Ele havia pedido inicialmente à OEA que ajudasse a verificar os resultados eleitorais.

Não estava claro se Préval rejeitará as recomendações do relatório ou se buscará discutir suas restrições com especialistas da OEA.

Os resultados preliminares, que foram muito contestados por candidatos da oposição e provocaram protestos pelas ruas, quando foram anunciados pelo Conselho Eleitoral Provisório no mês passado, levaram o tecnocrata e protegido de Préval, Jude Celestin, ao segundo turno.

Os especialistas da OEA citaram irregularidades "significativas" na contagem dos votos e recomendaram que Celestin seja substituído no segundo turno pelo músico popular Michel Martelly, que ficou em terceiro lugar por pouca diferença.

O relatório confirmou a opositora Mirlande Manigat como a candidata que conquistou o maior número de votos no primeiro turno, embora não tenha ganhado o suficiente para vencer a eleição na primeira etapa.

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