Presidente do PSDB: Dilma é o 'maior estelionato eleitoral'

Poucas horas após a demissão de Erenice Guerra, ex-auxiliar da presidenciável Dilma Rousseff (PT), da Casa Civil, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, afirmou que a candidatura da petista é o "maior estelionato eleitoral da vida brasileira".

REUTERS

16 de setembro de 2010 | 18h26

"A Dilma não é a Dilma. É o Lula. Eles escondem a Dilma e focam no Lula. O conteúdo dela é o presidente da República", disse Guerra a jornalistas em coletiva de imprensa.

O evento foi convocado após o anúncio da demissão de Erenice devido a denúncias de tráfico de influência por parte de familiares quando ela era secretária-executiva de Dilma no ministério.

O senador afirmou que a coordenação de campanha do partido decidiu que o presidenciável José Serra (PSDB) não comentará publicamente a demissão de Erenice.

Guerra garantiu, por outro lado, que as denúncias serão utilizadas no programa eleitoral de Serra na televisão, como feito anteriormente com os casos de quebra de sigilos fiscais de aliados do candidato tucano.

Ele negou, no entanto, que as denúncias contra Erenice tenham partido da oposição.

"Essas novas denúncias não partiram de nós. Nós tivemos nossos sigilos quebrados. Essas denúncias devem ter partido dos próprios aliados da Dilma, já que eles brigam por poder desde antes, durante e brigarão depois da campanha", afirmou.

Segundo Guerra, o PSDB se reunirá com sua equipe jurídica até o final da semana para priorizar a cobrança de explicações em relação às denúncias que levaram à demissão da ministra.

"Nós queremos que a explicação venha antes do 3 de outubro. O 3 de outubro é importante, muito importante, mas depois dele nós vamos continuar lutando. Contra ou a favor do vento, nós vamos estar lutando", acrescentou o senador.

Guerra disse não estar preocupado com os efeitos das denúncias na corrida eleitoral. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira apontou que o escândalo das quebras de sigilos não tiveram impacto nas intenções de voto.

Dilma continua na liderança, com 51 por cento das intenções de voto, e venceria no primeiro turno. Serra tem 27 por cento.

(Reportagem de Bruna Serra)

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