Presidente eleito de Gana estende a mão para adversários derrotados

O recém-eleito presidente ganês John Dramani Mahama instou nesta segunda-feira seus rivais políticos a se juntarem a ele "como parceiros" para melhorar o Estado na África ocidental, enquanto seu principal adversário ameaçava lançar uma batalha na Justiça por causa dos resultados da eleição.

KWASI K, Reuters

10 Dezembro 2012 | 21h54

Mahama foi declarado o vencedor da eleição de 7 de dezembro, que foi vista como um teste se o país - uma das economias que mais crescem na África - poderia manter sua reputação de pilar da democracia em uma conturbada região.

"Gostaria de convidar meus companheiros candidatos a se unirem a mim como parceiros nos projetos da construção da nação e de criar um Gana melhor", disse Mahama em seu discurso de vitória para a multidão reunida em um campo da capital Acra.

"Chegamos longe demais nesta jornada para nos sobrecarregarmos com mesquinharias, intolerância e negatividade".

A comissão eleitoral de Gana disse no domingo que Mahama, que substituiu o ex-presidente John Atta Mills depois da morte deste em julho, tinha obtido 50,7 por cento dos votos, o bastante para evitar um segundo turno contra seu principal rival, Nana Akufo-Addo.

A Coalizão de Observadores Eleitorais Domésticos (Codeo) da nação africana, não partidária, que colocou nas ruas mais de 4.000 observadores, disse que a eleição foi livre e justa. Mas Akufo-Addo disse na segunda-feira que seu partido iria decidir na terça-feira se iria ou não contestar os resultados, que ele disse que foram manipulados por funcionários eleitorais.

"Temos sérias reservas sobre a contagem e a declaração dos resultados", disse Akufo-Addo à Reuters no seu escritório de sua casa em Acra.

"Se formos contestar os resultados, a principal pergunta é: temos provas suficientes para sugerir que, materialmente, as provas terão afetado o resultado?"

"O opção óbvia é ir e contestar os resultados na Justiça. A outra opção é conceder e apresentar sua opinião ao país", disse Akufo-Addo.

Akudo-Addo pediu calma a seus simpatizantes, dizendo que líderes do seu Novo Partido Patriótico, conservador, iriam se reunir na terça-feira para decidir a resposta da legenda.

Na parede de seu escritório há um retrato de seu pai, Edward Akufo-Addo, presidente de agosto de 1970 até janeiro de 1972, antes de ser deposto por um golpe militar. Do lado de fora, havia uma atmosfera sombria entre os simpatizantes no jardim, alguns gritando que a eleição tinha sido roubada.

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