Presidente eleito do Haiti pede ajuda educacional a emigrantes

O presidente eleito do Haiti, Michel Martelly, pediu na segunda-feira aos haitianos radicados no exterior que ajudem na recuperação do país após o terremoto de 2010, enviando contribuições para um fundo educacional.

PASCAL FLETCHER, REUTERS

25 de abril de 2011 | 20h05

Mais de 4 milhões de haitianos vivem no exterior, cerca de metade dos quais na América do Norte. Eles enviam anualmente um total de 1,8 bilhão de dólares para o país, o que representa quase um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) local.

"Precisamos levar os seus talentos de volta para o Haiti. Precisamos levar suas qualificações e experiência de volta para o Haiti. O fato é que não podemos mudar o nosso país sem o seu apoio", disse Martelly em Miami, onde se reuniu com membros da diáspora.

O presidente, músico popular conhecido como "Sweet Mickey" e sem experiência administrativa, venceu o segundo turno da eleição presidencial, em 20 de março, e deve tomar posse em 14 de maio.

Ele disse a jornalistas que pretende criar um fundo voltado para a educação primária, taxando as remessas financeiras para obter 50 milhões de dólares por ano. Gastos telefônicos também teriam uma parte destinada ao fundo. Detalhes dessa proposta ainda não foram definidos.

O Haiti, que já era o país mais pobre das Américas, foi devastado por um terremoto no ano passado, que matou até 300 mil pessoas, inclusive muitos professores, e destruiu dezenas de escolas.

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