Presidente eleito do Quênia diz que vai cooperar com entidades internacionais

Vitorioso por pequena margem, Uhuru Kenyatta enfrenta acusação de crime contra a humanidade

Reuters

09 de março de 2013 | 12h13

NAIRÓBI - O presidente eleito do Quênia, Uhuru Kenyatta, que enfrenta acusações de crimes contra a humanidade, afirmou em discurso após sua eleição neste sábado, 9, que ele e sua equipe vão cooperar com instituições internacionais.

Pouco depois de ser declarado vencedor do pleito ao assegurar uma pequena margem sobre os 50 por cento necessários para a vitória, o filho do presidente fundador do Quênia afirmou que espera que a comunidade internacional respeite a soberania do país e sua vontade democrática.

Ele não se referiu diretamente ao Tribunal Penal Internacional (ICC), em Haia, que o acusa de organizar a violência tribal que se seguiu a uma polêmica eleição em 2007.

"Nós reconhecemos e aceitamos nossas obrigações internacionais e vamos continuar a cooperar com todas as nações e instituições internacionais, em linha com essas obrigações", afirmou.

Nações do Ocidente indicaram antes da eleição que as relações diplomáticas com o Quênia seriam complicadas por uma vitória de Kenyatta, por causa das acusações do ICC.

Kenyatta e seu colega de chapa, William Ruto, que também foi indiciado pelo tribunal, negam as acusações e têm afirmado que vão cooperar com a corte para limpar seus nomes.

Kenyatta prometeu trabalhar com os quenianos independente das afiliações políticas. Ele também agradeceu ao rival derrotado Raila Odinga, afirmando que ele travou uma "campanha animada".

Odinga afirmou que vai contestar o resultado do pleito nos tribunais e pediu para seus simpatizantes não recorrerem à violência.

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