Presidente marfinense ordena que soldados voltem aos quartéis

O presidente da Costa do Marfim, Alassane Ouattara, ordenou na sexta-feira que os soldados de todos os lados do conflito voltem aos seus quartéis, num esforço para restaurar a estabilidade do país.

ANGE ABOA, REUTERS

22 de abril de 2011 | 17h26

Ouattara venceu uma luta pelo poder pós-eleição, quando seu rival, Laurent Gbagbo, que se recusava a deixar a Presidência, foi preso na semana passada. A cidade de Abidjan, a principal do país, permaneceu repleta de combatentes e a violência ficou a ponto de explodir.

Especialistas do banco central do Oeste Africano (BCEAO) visitaram a Costa do Marfim, o maior produtor de cacau do mundo, para verificar quando o sistema bancário poderá ser restabelecido e a França informou que enviará um avião carregado de assistência médica.

"Como comandante-em-chefe do Exército, ordeno a vocês que retornem todas as unidades de combate aos seus quartéis e bases de origem, sejam elas no norte ou no sul," disse Ouattara a generais de todos os lados numa reunião na sexta-feira.

"As unidades de combate devem retornar aos seus quartéis e a lei e a ordem serão mantidas pela polícia."

Após meses de diplomacia mal-sucedida, as forças pró-Ouattara, dominadas pelos rebeldes que controlam o norte desde a guerra civil de 2002 e 2003, entraram em Abidjan no final de março, mas foram confrontadas durante dias por soldados leais a Gbagbo.

O fim do impasse ocorreu depois que helicópteros franceses e da Organização das Nações Unidas (ONU) destruíram as armas pesadas de Gbagbo, permitindo que as forças de Ouattara entrassem no complexo de Gbagbo e o prendessem.

Ouattara, no entanto, tem dificuldades para manter a aliança que o sustenta, assim como para neutralizar a milícia pró-Gbagbo que permanece no bairro de Yopougon, em Abidjan, onde houve um violento confronto esta semana.

Moradores disseram que a situação estava relativamente calma na sexta-feira.

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