Presidente não leu carta de dissidentes e deve manter silêncio, diz porta-voz

O porta-voz do Planalto, Marcelo Baumbach, informou ontem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não leu a carta dos dissidentes cubanos com pedido de ajuda para revisão de penas. A carta foi entregue no palácio na terça-feira pelo deputado oposicionista Raul Jungmann (PPS-PE). Questionado sobre a possível resposta de Lula aos dissidentes, Baumbach ressaltou que a tendência é o presidente manter a posição de não se intrometer nos assuntos internos de outro país.

Leonencio Nossa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

12 de março de 2010 | 00h00

Essa posição de neutralidade do Planalto, no entanto, não é a mesma para outros casos. Na entrevista, o porta-voz informou que Lula vai discutir o problema dos assentamentos israelenses na Faixa de Gaza, atendendo pedido da Autoridade Palestina (AP).

A polêmica envolvendo Lula e os opositores do regime castrista vem causando mal-estar no Planalto. Assessores não escondem que o assunto é delicado e arranha a imagem do presidente no exterior. No mês passado, durante visita de Lula a Havana, dissidentes disseram a agências internacionais que enviaram uma carta ao presidente brasileiro, pedindo que ele intercedesse junto ao governo de Raúl Castro. Lula, por sua vez, disse que não recebeu a carta.

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