Presidente polonês pede a premiê que acelere reformas

O presidente da Polônia, Bronislaw Komorowski, reempossou Donald Tusk como primeiro-ministro nesta terça-feira após sua vitória nas eleições de outubro e pediu a ele que acelere a realização de reformas que ajudarão o país a sobreviver à crise de dívida europeia.

REUTERS

08 de novembro de 2011 | 14h36

A Plataforma Cívica, partido de Tusk de centro-direita, tornou-se o primeiro partido polonês desde a queda do comunismo em 1989 a vencer mandatos consecutivos, com quase 40 por cento dos votos na eleição de 9 de outubro.

"Tentarei formar um novo governo tranquilamente assim que possível ... O próximo governo enfrentará desafios", disse Tusk após reunião com Komorowski.

Tusk vem adiando formar um novo governo e anunciar seu novo programa enquanto for possível dentro da constituição, para minimizar uma interrupção do mandato da Polônia como presidente da União Europeia, que vai até 31 de dezembro.

"Ao primeiro-ministro Donald Tusk será confiada a missão de criar um novo governo", disse Komorowski a repórteres após se dirigir à primeira sessão do novo parlamento.

Komorowski falou sobre a crise da dívida soberana que hoje assola a zona do euro, bloco que a Polônia ainda tem esperança de um dia se tornar membro.

"A resposta da Polônia para a crise deve ter como objetivo reforçar a segurança financeira, reduzir a dívida pública e aumentar a competitividade da economia polonesa", afirmou Komorowski aos legisladores.

"Ao fazer isso, a Polônia também ficaria pronta para entrar na zona do euro. Não se trata de impor um calendário rigoroso, mas deixar todos nós cientes de que este é o caminho para o desenvolvimento da Polônia mais adiante."

Tusk originalmente tinha a intenção de integrar o maior membro oriental da UE à zona do euro no próximo ano, mas a crise global financeira de 2008-09 o forçou a engavetar o plano.

Tusk não definiu uma nova data para a adoção do euro, mas diz que a Polônia deve ter como objetivo entrar no bloco da moeda única assim que a região superar a crise de dívida e assim que Varsóvia cumprir os critérios de adesão, inclusive sobre dívida e déficit orçamentário.

Komorowski também insistiu que os legisladores criem políticas que ajudem a Polônia a enfrentar o desafio demográfico do envelhecimento da sociedade e disse que eles devem começar a discutir um aumento da idade de aposentadoria.

Tusk não deve lançar seu novo programa de seu governo até o início de dezembro.

(Reportagem de Pawel Sobczak e Gabriela Baczynska)

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