Presidente sírio não teme destino de Gaddafi ou Mubarak

O presidente sírio, Bashar al-Assad, diz não temer compartilhar o destino do líder líbio Muammar Gaddafi, morto depois de ser capturado, ou de Hosni Mubarak, o presidente egípcio derrubado e sentenciado à prisão perpétua.

Reuters

09 de julho de 2012 | 11h57

Em uma entrevista para a rede ARD da Alemanha, transmitida no domingo, Assad acusou os Estados Unidos, a Arábia Saudita, a Turquia e o Catar de apoiarem 'terroristas' que tentam derrubar seu governo, e disse que ele ainda estava no poder porque tinha o apoio de seu povo.

Assad disse que a maioria das vítimas do levante de 16 meses era de simpatizantes do governo.

'Da lista que possuímos, dos nomes que temos, a maior porcentagem é de pessoas que foram mortas por gangues, tipos diferentes de gangues... Se você fala dos simpatizantes do governo - as vítimas da segurança e do exército - são mais do que os civis'.

Ativistas, que mantêm listas de nomes e datas das mortes, e governos ocidentais dizem que mais de 15.000 pessoas foram mortas por forças leais ao governo, a grande maioria de pessoas que se opuseram ao regime e suas famílias inocentes.

Questionado sobre se temia compartilhar o destino de Gaddafi, que foi assassinado logo depois de sua captura, Assad disse:

'Descrever o que ocorreu com Al Gaddafi, isso é bárbaro, isso é crime. Não importa o que fez, não importa o que ele era, ninguém no mundo pode aceitar o que aconteceu, matar alguém daquela maneira'.

'O que aconteceu com Mubarak é diferente. É um julgamento. Qualquer cidadão, quando assiste a um julgamento na TV - pensaria que ele não estaria naquela posição. A resposta é: Não façam como ele. Não façam como ele', disse o líder de 46 anos.

'Mas para ter medo, você tem que comparar. Nós temos algo em comum? É uma situação completamente diferente... Não se pode comparar. Você não pode sentir medo - talvez sentir pena ou lamentar seja o que for".

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