Presidiários testam tornozeleiras com sensores em SP

A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) conclui nesta semana os testes para a escolha do tipo de tornozeleira ou pulseira com sensores eletrônicos que será comprado pelo governo do Estado para monitorar presos que cumprem pena em regime aberto, semi-aberto ou em liberdade condicional. As análises de três modelos tiveram início há 15 dias, com cerca de 100 presidiários de 30 unidades de semi-aberto do Estado. Cada detento ficou uma semana com o equipamento e teve de responder a um questionário, informando suas impressões sobre o uso do aparelho.?Achei que ela incomoda um pouco no momento de caminhar, pelo peso, mas depois a gente se acostuma?, diz P., que usou o equipamento durante três dias no trabalho, numa autarquia pública, e pediu para não ser identificado. ?Se for para a gente se garantir na redução de pena, será muito bom?, completa. Todas as tornozeleiras têm correias de plástico e uma caixinha para guardar o chip e equipamentos eletrônicos que farão o contato com o computador instalado dentro do presídio.A preferida pelos detentos é a tornozeleira menor, com uma cinta fina e uma caixinha de 2 centímetros de espessura e 4 de altura por 2 de largura e que pode ser usada também como pulseira. ?Gostei de usar, porque ela é bem discreta?, disse R., que cumpre pena numa ala de semi-aberto do interior paulista e trabalha na limpeza das ruas da cidade. Para ele, a vantagem da tornozeleira consiste em poder provar aos diretores da penitenciária que se merece o regime aberto. ?Eles poderão me vigiar e constatar que eu cumpro as exigências da saída temporária?, afirmou.Outra tornozeleira testada pode ficar separada do corpo por até 5 metros de distância. Apesar da vantagem de se livrar do peso, a tornozeleira foi a única que falhou durante os testes. Mas todas as tornozeleiras testadas não impedem a fuga, caso o detento queira mesmo escapar. ?Se isso ocorrer, uma central dentro do presídio dará o alarme, e a polícia será acionada imediatamente para encontrar o foragido?, explica o diretor de um presídio da região noroeste. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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