Preso 2º suspeito da morte de garotos na Cantareira

A polícia acredita que o homem preso pode ser a pessoa que aparece em imagens do celular de Rosário

Fabiana Marchezzi, do estadao.com.br,

05 de outubro de 2007 | 15h44

A polícia prendeu nesta sexta-feira, 5, Elson Jose Messaggi, suspeito de ter participado das mortes de dois adolescentes, há duas semanas, na Serra da Cantareira, em São Paulo. De acordo com a TV Globonews, ele pode ser a pessoa que aparece na imagens que estavam no celular do presidiário Ademir Oliveira do Rosário, que confessou os assassinatos e está preso.   O presidiário confessou ter matado os dois irmãos na Serra da Cantareira e é suspeito de ter abusado de pelo menos outros 19 garotos. No dia do crime, ele só estava solto porque a juíza substituta da 1ª Vara de Execuções Criminais da Capital, Regiane dos Santos, contrariou dois laudos médicos e liberou saídas de fim de semana para ele.   Regiane ignorou uma recomendação dos peritos Charles Louis Kiraly e Ricardo Bittencourt Nepomuceno de manter Rosário "institucionalizado mais tempo, por causa do seu perfil" no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha. O parecer foi emitido no dia 18 de novembro de 2005. Nele, os peritos afirmam que, na internação em Franco da Rocha, Rosário "poderia ser observado de acordo com outros parâmetros e quiçá poderia ser encaminhado dentro dos critérios da equipe terapêutica daquela instituição para a Colônia de Desinternação Progressiva". Nesse mesmo laudo, os peritos anotam que a "periculosidade ainda está presente" no acusado e ele também apresenta retardo mental leve. Mesmo com as recomendações dos médicos, a juíza decidiu que Rosário fosse transferido do Casa de Custódia de Taubaté diretamente para a Colônia de Desinternação de Franco da Rocha. Foi isso que permitiu que o interno voltasse às ruas para visitar a família e cometesse novos crimes. Um levantamento da Defensoria Pública do Estado mostra que, em 23 de julho, 447 pessoas aguardavam em liberdade por uma vaga nas casas de custódia e tratamento psiquiátrico de São Paulo. Outras 131 estavam presas. Os criminosos soltos receberam autorização da Justiça para aguardar a internação em liberdade.

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