Preso acusado de ligação com furto de obras do Masp

Comerciante é acusado de receptação e formação de quadrilha por ter cedido a casa para esconder obras

Elvis Pereira, do estadao.com.br,

02 de abril de 2008 | 15h44

A polícia anunciou que deteve no fim da manhã desta quarta-feira, 2, o comerciante Alexsandro Bezerra da Silva, de 31 anos, acusado de receptação e formação de quadrilha por envolvimento no furto de duas obras do Museu de Arte de São Paulo (Masp), em dezembro do ano passado. A prisão ocorreu na Avenida Flor da Abissínia, no Parque Guarani, na zona leste da capital paulista, numa casa em que o comerciante morava com um irmão.  Segundo o Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), Silva cedeu a casa em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, onde foram mantidos os quadros O Lavrador de Café, de Cândido Portinari, e O Retrato de Suzanne Bloch, de Pablo Picasso, levados do museu. Após o crime, ele deixou a residência e não foi mais visto. A prisão preventiva de Silva foi representada pela delegado Adilson Marcondes, do Deic, na conclusão do inquérito sobre o furto em 30 de janeiro.  O caso As portas do Masp estavam arrombadas quando um funcionário chegou ao local. A ação dos ladrões foi rápida e precisa, indicando que eles sabiam quais as obras que pretendiam levar. Imagens do circuito interno de TV mostraram que o furto foi praticado por três rapazes e durou apenas três minutos, entre as 5h09 e 5h12. Moisés Manoel de Lima Sobrinho, de 25 anos, Robson de Jesus Jordão, de 32 anos, Francisco Laerton Lopes de Lima, de 33 anos, já estão presos. Os quatro acusados iriam receber R$ 5 milhões pelas obras. O mentor do crime ainda é procurado pela polícia. Os dois quadros, avaliados em cerca de R$ 100 milhões, foram encontrados no dia 8 de janeiro, pela polícia. No dia em que as peças foram devolvidas, houve uma solenidade no museu e os curiosos que passavam pelo vão livre aplaudiram a chegada das obras. Na operação de devolução, dez viaturas, um helicóptero e homens armados de fuzis acompanharam as peças.  Depois desse problema, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação para que o Masp fosse interditado, alegando que o prédio do museu não tinha permissão de funcionamento nem atestado do Corpo de Bombeiros. No entanto, devido o roubo, o museu ganhou projeção na cidade e, após a reabertura do prédio para visitação, recebeu mais visitas do que a média registrada em 2007.

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