Preso acusado de matar e enterrar namorada em SP

Corpo da adolescente, assassinada no dia 5, foi encontrado nesta semana, por um cachorro

Chico Siqueira, especial para O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2008 | 18h38

A polícia de Lins, a 455 quilômetros de São Paulo, prendeu Rafael Vinicius da Silva, de 20 anos, acusado de ter matado a namorada A. C. A. S., de 14 anos, e enterrado o corpo num canavial na zona rural do município, na noite de 5 de maio. O corpo da adolescente só foi localizado e resgatado pela polícia na quarta-feira, 14. Silva, que foi ouvido na quinta-feira e confessou o crime, está preso na Cadeia Pública de Promissão. A adolescente era procurada desde a noite do assassinato, quando a Polícia Militar recebeu uma ligação que ela fez de dentro do porta-malas do carro do namorado, momentos antes de ser morta. Na ligação, Carolina dizia que tinha sido seqüestrada, estava dentro de um porta-malas e tinha medo de morrer. A polícia, então, começou a fazer buscas, mas não a encontrou. Nesta quarta-feira, um trabalhador rural desconfiou de um cão, que revirava a cova onde o corpo estava enterrado, e avisou a polícia. Os investigadores da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) chegaram a Silva levou os policiais até o local e contou como praticou o homicídio. O rapaz disse que estrangulou a garota porque ela ameaçava delatá-lo num processo criminal, que ele responde por estelionato e no qual ela era testemunha de defesa. Silva também disse que na manhã do dia 5 cavou a vala e à noite levou a garota ao local para tentar convencê-la. Os dois discutiram e ele asfixiou o pescoço da namorada com as mãos, matando-a.  O jovem ainda contou aos policiais que tentou em vão reanimar a namorada, mas que depois de ficar 10 minutos chorando, decidiu enterrá-la. A princípio, a polícia suspeitou que o rapaz tivesse enterrado a moça ainda viva, mas o exame necroscópico descartou essa possibilidade. O delegado Wellington Martinez Hernandez, da DIG de Lins, contou à imprensa que se surpreendeu com a frieza de Silva, que contou em detalhes como praticou o crime. Segundo o delegado, o rapaz, que teve prisão temporária de 30 dias decretada pela Justiça, vai responder por homicídio qualificado, com agravantes, e pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

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