Preso bando que agia na carceragem da Polinter no Rio

Doze pessoas, entre eles cinco policiais civis, foram presas hoje acusadas de integrar uma quadrilha que agia na carceragem da Polinter em Nova Friburgo (Região Serrana do Rio). O grupo cobrava para permitir visitas aos presos e, mediante pagamento, também autorizava presos a saírem sem ordem judicial.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

08 de novembro de 2011 | 18h25

"Cada hora de visita (ao preso) custava R$ 10. Para que um preso não fosse transferido para uma carceragem distante de casa, o bando cobrava de R$ 1.600 a R$ 3.000", conta o promotor Décio Gomes, que participou das investigações.

A quadrilha era investigada há dez meses, desde que um parente de um preso denunciou irregularidades. Por conta das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva de 16 pessoas - as quatro foragidas são policiais civis. Um dos presos é Renato Vieira, delegado chefe do Núcleo de Controle de Presos. A unidade da Polinter foi desativada há dois meses, entre outras razões, como consequência das irregularidades.

"Houve o caso de um preso que saiu da prisão em Friburgo e foi até um shopping de Niterói (Região Metropolitana do Rio) para negociar a abertura de uma franquia. Outro preso saiu, foi até o Leblon (zona sul do Rio) e assaltou uma pessoa na porta de um banco. As imagens de uma câmera permitiam reconhecê-lo, mas ele tinha o álibi de estar preso. Como a Polinter já era investigada, acabou sendo confirmado que se tratava da mesma pessoa", disse Gomes.

A operação de hoje, chamada Faraó, foi promovida pela Corregedoria Geral Unificada em parceria com a Polícia Civil, a Secretaria de Segurança e o Ministério Público Estadual do Rio.

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