Preso comparsa de chefe do tráfico no Complexo do Alemão

Marcelo da Silva, o Cecelo, foi detido perto da casa ex-marido da namorada, em suposta tentativa de assassinato

Alexandre Rodrigues, do Estadão,

20 de outubro de 2007 | 13h34

O traficante Marcelo Andrade Bonin da Silva, o Cecelo, foi preso na madrugada deste sábado, 20, por policiais do Batalhão da Polícia Militar de Niterói (12º BPM) em Maricá, na Região dos Lagos. O bandido é considerado um dos principais comparsas do traficante Antônio José de Souza Ferreira, o Tota, chefe do tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio. Cecelo foi preso na companhia da namorada, uma jovem de 19 anos, nas redondezas da casa do ex-marido dela, em Maricá. A polícia suspeita que o casal pretendia matá-lo, como Cecelo já havia tentado na última segunda-feira. O bandido não reagiu ao ser abordado pelos policiais militares numa rua da cidade. Com ele, os policiais encontraram uma pistola 45 e dois carregadores. Ex-presidiário, Cecelo era foragido da polícia e alvo de mandados de prisão por roubo e tráfico de drogas. Segundo policiais militares do 12º BPM, Cecelo era uma peça importante no esquema de distribuição de drogas de Tota, um dos principais líderes do Comando Vermelho. O traficante preso era responsável pelo abastecimento de várias favelas em Niterói e cidades próximas, no Grande Rio, com drogas oriundas do Alemão, principal entreposto da facção e que tem sido alvo constante de operações policiais desde o início do ano. O bandido mantinha uma rotina cuidadosa de segurança, o que dificultava a prisão dele pela polícia, mas aparentemente descuidou-se por causa do ciúme do ex-marido da namorada. Depois de ter disparado três tiros contra o homem na semana passada sem acertá-lo, ele voltou ao local. A vítima já havia alertado a polícia sobre a presença do bandido nas redondezas. A namorada de Cecelo também foi levada para a delegacia e pode ser detida por cumplicidade na tentativa de homicídio.

Tudo o que sabemos sobre:
Complexo do AlemãoCecelo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.