Presos ainda retêm 30 reféns no MA, 16 deles crianças

Detentos denunciam superlotação da unidade prisional amotinada e querem redução de transferências

MILTON F. DA ROCHA FILHO, Agencia Estado

17 de outubro de 2007 | 11h50

Até o fim da manhã desta quarta-feira, 17, os presidiários rebelados no Centro de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), em São Luís, no Maranhão, ainda mantinham 30 reféns, entre os quais 16 crianças que foram levadas ao local para as comemorações do Dia das Crianças.   Os presos querem que a Secretaria de Segurança do Estado suspenda a transferência de presos considerados de alta periculosidade para o presídio federal de Mato Grosso do Sul, para onde dois já foram enviados. A fuga teve início quando um preso de prenome Bruno começou a atirar contra agentes penitenciários, no momento em que era servido lanches para os visitantes.   Frustrada a tentativa de fuga, começou então a rebelião, segundo uma fonte envolvida nas negociações. O local onde estão os presos teve a luz e a água cortados. Outro problema que os presos denunciam é que o Centro de Custódia tem capacidade para cerca de 80 presos, mas abriga no momento 203 homens.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.