Pressão sobre governo de Honduras deve continuar--chefe da OEA

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, pediu nesta quarta-feira que se mantenha a pressão sobre o governo interino de Honduras para obter o retorno ao poder do destituído presidente Manuel Zelaya.

REUTERS

15 Julho 2009 | 18h52

O país centro-americano está sob comando do presidente interino, Roberto Micheletti, desde o golpe de Estado, em 28 de junho, quando militares destituíram Zelaya e o levaram a Costa Rica.

"Temos que manter a pressão que estamos tendo e permitir que o trabalho dê seus frutos", disse Insulza durante reunião de representantes da OEA em Washington, referindo-se à mediação do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, iniciada na semana passada.

Representantes de Zelaya e de Micheletti devem reunir-se novamente no fim de semana em San José, depois da convocação feita pelo presidente da Costa Rica e prêmio Nobel da Paz para uma nova tentativa de se chegar a uma solução à crise política em Honduras.

A mediação de Arias, que conta com o apoio da comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, recebeu críticas do presidente venezuelano, Hugo Chávez, aliado de Zelaya.

Mas o presidente deposto advertiu que as conversas fracassarão se não chegarem a um acordo que permita seu retorno ao país, o que é negado por Micheletti, apoiado pela Corte Suprema de Justiça e o Congresso.

A OEA repudia o golpe de Estado em Honduras e suspendeu o país do órgão por quebra da ordem democrática.

(Por Luis Jaime Acosta)

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