Prevenção inclui jogos reais e lazer fora de casa

Estudos apontam que entre 5% e 8% dos usuários tendem a desenvolver dependência do computador - o que no Brasil significa algo em torno de 4 milhões de pessoas. Quando se trata de crianças e adolescentes, algumas formas de prevenção são: não deixar a máquina no quarto, e sim numa área de uso comum da casa, oferecer jogos reais, e não virtuais, além de atividades de lazer fora de casa, como passeios ao ar livre e idas ao cinema.

, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2010 | 00h00

O psiquiatra Gabriel Bronstein trabalha com quadros de dependência há três anos e já conheceu situações extremas, como o de um rapaz de 17 anos, funcionário de uma oficina, que gastava o salário na lan house.

Sua mãe foi até a loja e suplicou para que o dono não o deixasse mais entrar lá. Outro, de 15 anos, era entregador de supermercado e deixava de fazer as entregas para jogar. Foi demitido.

Bronstein viu ainda casos de crianças que pararam de viajar com os pais nas férias porque não queriam se distanciar do computador. "Nem sempre o prejuízo é visível, por isso é comum os pais demorarem a perceber." As situações podem ser tão graves quanto as dos dependentes de drogas e álcool - o que move todo dependente, afinal, é a busca pelo prazer.

Conforme se vai jogando, ocorre liberação de dopamina no sangue, o que faz com que se queira mais horas ao computador. Além da psicoterapia, o tratamento pode incluir medicação e orientação aos pais, que precisam se mostrar parceiros da criança. Não é necessário tirar completamente o computador, como nos casos de alcoolismo. O importante é a recuperação de seu uso de modo saudável.

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