Primeiro adesivo para pacientes de Alzheimer melhora qualidade de vida

Os pacientes do mal de Alzheimer podem em breve conseguir o primeiro adesivo para tratar a degeneração cerebral, um nova maneira de medicar um medicamento antigo, facilitando a dosagem e podendo até mesmo funcionar um pouco melhor.O adesivo, que faz uma infusão do remédio Exelon através da pele dos pacientes, lidera um trio de inovadores tratamentos potenciais revelados nesta quarta-feira em um encontro internacional sobre o Alzheimer. Também em fase de estudos estão um medicamento para o câncer de próstata que ajuda a tratar a demência e uma terapia imunológica para eliminar o incômodo que é o retardamento cerebral característico do Alzheimer.O adesivo Exelon está mais a frente na fila, com o fabricante Novartis Pharmaceuticals Corp. estabilizado para procurar a aprovação para vendas nos Estados Unidos até o final do ano.Cerca de 4,5 milhões de pessoas sofrem de Alzheimer só nos Estados Unidos, um índice que se espera que cresça até a surpreendente marca de 14 milhões até 2050 com o envelhecimento da população. Ele tira dos pacientes gradualmente a memória e a habilidade de cuidar de si mesmos, eventualmente levando à morte.Não há cura ou prevenção conhecida; os medicamentos de hoje em dia apenas tratam temporariamente os sintomas. O Exelon o faz inibindo a falta de um químico cerebral chamado de acetilcolina, que é vital para que as células nervosas se comuniquem entre si. Quanto mais a acetilcolina permanecer no corpo, mais essas células podem usar a memória.Mas pode ser difícil fazer com que os pacientes do Alzheimer engulam pílulas, e o Exelon pode causar sérias náuseas e vômitos.Aplicado uma vez por dia, o novo adesivo leva o Exelon direto à corrente sanguínea, eliminando o trajeto gastrointestinal na esperança de diminuir os efeitos colaterais, e mantendo uma dose consistente que dure o dia todo.Um estudo com quase 1.200 pacientes comparou os resultados nessas pessoas da ingestão de 12 miligramas de Exelon diariamente e do uso do adesivo de baixa dosagem - equivalente a 9,5 mg de Exelon diariamente - ou um de alta dosagem, equivalente a 17,4 mg. O adesivo de baixa dosagem foi tão eficaz quanto as pílulas de alta dosagem - mas os usuários das pílulas sofreram três vezes mais náuseas e vômitos que os usuários dos adesivos, reportou Bengt Winblad, médico do Instituto Karolinska na Suécia, que liderou a pesquisa com os adesivos. Os usuários do adesivo de alta dosagem tiveram uma pontuação um pouquinho melhor em testes cognitivos que os usuários das pílulas, com efeitos colaterais similares.Matéria alterada às 14h37 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

19 de julho de 2006 | 11h58

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