Primo do goleiro Bruno é impedido de depor à distância

Considerado testemunha-chave tanto pela defesa quanto pela acusação, o primo do goleiro Bruno, Jorge Luiz Rosa, 19 anos, foi impedido de depor por videoconferência em decisão tomada nesta quinta-feira pela juíza Marixa Rodrigues. Foi Jorge Luiz quem deu detalhes da suposta execução da ex-amante do goleiro Eliza Samudio, por Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, na época do desaparecimento da modelo, em junho de 2010. Posteriormente, o primo de Bruno mudou a versão e chegou a pedir desculpas a Bola. A juíza, que vai comandar o julgamento dos acusados de matar Eliza a partir da próxima segunda-feira, não justificou sua decisão.

ALINE RESKALLA, ESPECIAL PARA AE, Agência Estado

15 de novembro de 2012 | 18h53

Jorge Luiz Rosa está no Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte e por esse motivo não poderia se expor publicamente no julgamento, o que motivou o pedido da videoconferência pelo promotor Henry Wagner de Castro. Com a negativa da juíza Marixa, tanto o promotor quanto os advogados de defesa que arrolaram a testemunha podem insistir na oitiva do primo de Bruno. Neste caso, a juíza pode indeferir novamente o pedido ou até suspender o julgamento até que Jorge, que estaria em outro estado, seja trazido ao tribunal em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O advogado do rapaz, Elieser Jônatas Almeida, disse acreditar que a defesa deve se aproveitar da decisão para insistir no depoimento e, em caso de nova negativa, alegar cerceamento do direito de defesa. "Aquela primeira versão de que os restos mortais de Eliza teriam sido jogados para cachorros nunca existiu. Na ocasião, ele disse isso porque estava ''noiado'', sob pressão, acuado, sem advogado e sem pai e mãe. Se ele depuser, certamente vai beneficiar a defesa", disse ele.

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