Principais clérigos da Arábia Saudita se posicionam contra militância extremista

O principal conselho clerical da Arábia Saudita, a única instância no país autorizada a emitir fatwas (pareceres legais islâmicos), declarou nesta quarta-feira que o “terrorismo é um crime hediondo” sob a Sharia, e os perpetradores devem ser usados de exemplo.

REUTERS

17 Setembro 2014 | 09h57

A declaração, dias após a Arábia Saudita e outros Estados árabes terem se comprometido, em Jidá, a combater a ideologia militante, foi o ataque mais abrangente do clero conservador do reino feito até agora contra o radicalismo islâmico e o grupo Estado Islâmico.

No comunicado divulgado pela imprensa estatal não foi especificado quais seriam as punições, mas o conselho disse que elas devem ter poder para deter o radicalismo. A Arábia Saudita aplica a pena de morte, geralmente por decapitação pública, para muitos crimes considerados graves.

Assinado por todos os 21 membros do conselho e citando extensivamente o Alcorão e ditos do profeta Maomé, o comunicado também proíbe o financiamento a militantes ou o encorajamento de jovens para atos de militância.

A nota salienta que pessoas que emitiram fatwas ou outras opiniões que “justificam o terrorismo” não tinham autoridade para isso e estavam sob as “ordens de Satanás”.

A Arábia Saudita uniu-se a esforços internacionais encabeçados pelos EUA para combater o grupo Estado Islâmico no Iraque e na Síria, e também atua em conjunto com Washington no combate contra a al Qaeda.

(Por Angus McDowall)

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