Príncipe Harry visita favela e joga críquete no Rio

A maratona do príncipe Harry no Rio de Janeiro terminou hoje à tarde, no Complexo do Alemão. Suando e com as bochechas bem vermelhas de sol, ele andou no teleférico que liga as favelas, foi apresentado a um coral infantil, conheceu uma organização não governamental (ONG) e jogou críquete com jogadores trazidos da Inglaterra e com moradores praticantes do tacobol - versão do jogo inventado pelos ingleses que é praticada em subúrbios cariocas.

ROBERTA PENNAFORT, Agência Estado

10 Março 2012 | 18h27

Durante a visita, surgiram boatos de que um tiroteio ocorrera na Vila Cruzeiro, uma das favelas do complexo, vizinha à localidade Palmeiras, onde ele estava. A imprensa inglesa, que acompanha o príncipe desde o início da viagem, em Belize, ficou assustada. O Exército, no Alemão desde novembro de 2010, quando houve a ocupação e expulsão dos traficantes, informou que não houve disparo de arma de fogo, e sim uma confusão entre moradores reprimida por militares com armamento não letal, empregado para dispersá-los.

O comandante da Força de Pacificação do Alemão, general Tomás Paiva, conversou rapidamente com Harry. Em seguida, contou que o príncipe, capitão do Exército de seu país, lhe fez perguntas sobre o processo de ocupação do território e o tipo de equipamento usado. Segundo o general, dos 1.600 integrantes da Força, metade trabalhou ontem na segurança do príncipe.

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