Prioridade de bombeiros grevistas é libertação de presos

Liderado por salva-vidas, o movimento dos bombeiros segue dividido e sem a principal liderança, após a prisão do cabo Benevenuto Daciolo, no último sábado, no Rio de Janeiro. Hoje, em uma reunião tensa, os representantes de 12 associações de classe dos bombeiros tentaram fechar acordo para uma pauta de reivindicações conjunta com os ativistas das manifestações. No entanto, a prioridade dos militantes é a libertação dos 439 presos.

PEDRO DANTAS, Agência Estado

06 Junho 2011 | 19h45

Os dirigentes de entidades insistem em uma campanha pela aprovação do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 300, que equipara os vencimentos dos policiais bombeiros de todo o País com os do Distrito Federal (DF). Os representantes de associações dos clubes de soldados, sargentos e oficiais chamam de inexequíveis as propostas dos salva-vidas, que reivindicam, além da liberdade para os presos, piso salarial de R$ 2 mil e vale transporte.

"Queremos conquistas palpáveis e não uma campanha como a da PEC 300", afirma um dos ativistas do movimento, que escapou do cerco da PM no sábado e prefere não revelar o nome. O movimento dos bombeiros foi iniciado há 3 meses por 30 salva-vidas por equipamentos, como protetor solar e óculos de sol. As reivindicações foram ignoradas pelo Governo do Rio e pelas associações de classe, que, por conta disso, foram impedidas de se manifestar nas assembleias dos grupamentos marítimos. No entanto, os bombeiros de combate ao fogo concordaram com a luta pelo piso de R$ 2 mil e aderiram ao movimento.

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