Problema do governo não é falar, é agir, diz relator de CPI

Deputado Marco Maia diz que espera decisões fortes para resolver transporte aéreo.

Denize Bacoccina, BBC

19 de julho de 2007 | 21h05

O deputado federal Marco Maia (PT-RS), relator da CPI do Apagão Aéreo da Câmara dos Deputados, diz que o governo "precisa agir" para resolver a crise área brasileira."O problema do governo não é falar neste momento. O problema do governo é agir. Tomar medidas que possam minimizar o problema do setor aéreo", afirmou em entrevista à BBC Brasil."Já estamos acima do limite tolerável para esta situação. O Congresso Nacional e a CPI irão apoiar qualquer medida que seja tomada pelo presidente Lula para minimizar esta crise", disse ele.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai fazer um pronunciamento em rede de rádio e TV nesta sexta-feira à noite sobre o acidente com o avião da TAM na terça-feira e as medidas que serão adotadas para aumentar a segurança no transporte aéreo.Maia diz que não sabe que medidas são estas, mas "espera" que elas sejam suficientes para restaurar a confiança no sistema."Tem que ser medidas concretas, medidas efetivas, tempestivas, fortes e que determinem uma mudança neste quadro que nós estamos vivendo no setor aéreo brasileiro", afirmou."A CPI tem o papel de investigar, de propor mudanças, sugestões. Agora, quem pune e estabelece punição é o Judiciário e quem executa as mudanças que são necessárias ao país é o Executivo", disse ele.A CPI do Apagão Aéreo da Câmara, criada em maio para investigar o acidente em setembro do ano passado entre o Boeing da Gol e o Legacy e outros assuntos ligados ao setor aéreo, se reúne nesta sexta-feira, apesar do recesso parlamentar.A comissão vai votar vários requerimentos convocando autoridades para prestar depoimentos sobre o acidente com o avião da TAM e vai aprovar o envio de dois deputados aos Estados Unidos para acompanhar a transcrição da caixa preta da aeronave, que será examinada pela National Transportation Safety Board.Maia disse que "dez meses é muito tempo" para que o governo tivesse tomado medidas para resolver o caos aéreo."Acho que está na hora e no momento de o governo ter posições muito firmes. Como por exemplo tomar o comando dessa situação, articulando as empresas que têm a responsabilidade de organizar o setor", afirmou.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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