Problemas também afetam concursados

A falta de pagamentos não é exclusividade dos professores temporários. Docentes concursados também têm enfrentado problemas com o salário.

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2012 | 03h01

O professor de Biologia e Ciências Wagner de Souza Signore, de 29 anos, ingressou na rede como efetivo em fevereiro deste ano, após 8 anos atuando como contratado. Nesse período, Signore conquistou benefícios que se traduzem em aumento. Quando foi efetivado, deveria ter carregado esses avanços, mas ocorreu o contrário: seu salário caiu e sua condição é de iniciante.

"Estou na rede há 8 anos e nesses anos tive evoluções por tempo e títulos, além de aumento pela realização da prova do mérito. Neste ano, acabei efetivando, só que até agora não recebi pelas minhas conquistas", diz Signore, que leciona na Escola Estadual Circe Teixeira Musa e Silva, de Atibaia, interior de São Paulo. Até o ano passado, ele recebia R$ 2.500 e no próximo quinto dia útil de maio receberá R$ 1.900.

"Na diretoria, dizem que o problema é na Secretaria de Educação. Mandei um e-mail para a ouvidoria na quarta passada, e nada de resposta. É desmoralizante", reclama. Quando viu o holerite deste mês, o professor chegou a comemorar. "Agora vão começar a pagar certo. Porque até o mês passado ainda estavam me pagando por menos horas do que eu trabalho."

A reportagem encaminhou o caso para a Secretaria Estadual de Educação. A assessoria de imprensa, no entanto, não deu resposta sobre o caso. / P.S.

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