Procurador defende anulação do exame do dia 15

O MEC aposta na teoria do fato consumado ao marcar a nova prova do Enem para poucos candidatos, mesmo com o vazamento comprovado do tema da redação. É a opinião do procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, autor da ação que pede a anulação do exame. Ontem, ele pediu o relatório da PF sobre o vazamento e, com base nesse documento, pretende ingressar com novas provas para reforçar o pedido de anulação.

Lauriberto Braga, O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2010 | 00h00

Segundo o procurador, "essa prova marcada para 15 de dezembro será anulada, porque ela tem de ser feita para todos".

O MEC marcou as provas de ciências humanas e ciências da natureza para o dia 15 só para os alunos que reclamaram em sala de erros de impressão. Em alguns cadernos da prova aplicada no dia 6, faltavam folhas e questões; outros apresentavam perguntas repetidas. Houve também casos em que o caderno amarelo veio com folhas do caderno branco encartadas. Até ontem foram identificados 2.817 estudantes com direito de fazer as provas.

Procurada, a juiza Karla Maia, da 7ª Vara Federal do Ceará, não quis se pronunciar. A Vara só informou que a ação para a anulação do Enem 2010 segue em curso.

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