Procurador-geral defende atuação de Gaeco no caso Denarc

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Márcio Fernando Elias Rosa, saiu em defesa dos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Campinas, nas investigações sobre um suposto esquema de extorsão, tortura e sequestros de traficantes envolvendo policiais do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc).

RICARDO BRANDT, Agência Estado

25 de julho de 2013 | 17h49

Em nota de apoio, divulgada na quarta-feira, 24, o procurador-geral avaliou como "exitosa" a atuação dos promotores que conseguiram da Justiça, no dia 15, a prisão temporária de 13 policiais nas investigações. "Em breve tempo as investigações terão conclusão e os fatos e as circunstâncias, incluindo a responsabilização dos que forem apontados como réus, serão plenamente determinados", afirmou Rosa.

O manifesto foi feito em reação aos atos em desagravo ao delegado Clemente Calvo Castilho Júnior, chefe da inteligência do Denarc, também preso na operação - e já solto - por suposta relação com o vazamento de informações do caso.

Os promotores Amauri Silveira Filho, Ricardo Chade e José Tadeu Baglio investigavam o tráfico de drogas e membros do Primeiro Comando da Capital (PCC), quando acidentalmente flagraram os policiais achacando os criminosos para permitir que eles trabalhassem sem repressão.

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindpesp) já fez uma manifestação e policiais planejam suspender os registros de ocorrências e investigações das 10h às 12h, na chamada Operação Blecaute, organizada pela Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo (Adpesp).

Na nota, o procurador-geral de Justiça, que defendeu a legalidade das prisões, disse que "a contrariedade dos investigados não se constitui fato inusitado para o Ministério Público que seguirá atuando com independência e imparcialidade em relação aos fatos e às pessoas".

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