Produção de chips da Samsung é prejudicada por apagão

Falta de energia pode 'matar' as placas de silício que são a base de chips

Reuters

03 Agosto 2007 | 14h51

A Samsung Electronics anunciou na sexta-feira que suspendeu as operações em seis de suas linhas de produção de chips depois de um corte de energia em uma fábrica perto de Seul, o que gera expectativas de queda na oferta e alta de preços.   A empresa disse que não antecipa que as perdas gerais causadas pelo problema excedam os 50 bilhões de won (US$ 54,19 milhões). Mas os analistas consideram que o potencial de prejuízo seja muito mais alto. Alguns deles disseram que o incidente poderia resultar em perda equivalente a um mês de produção de chips de memória flash NAND, amplamente utilizados para armazenagem de dados em eletrônicos portáteis.   A Samsung controlava uma fatia de 44% do mercado mundial de memória flash NAND no final do terceiro trimestre, de acordo com o grupo de pesquisa iSuppli. As ações de fabricantes rivais de chips de memória, como a Toshiba e a Hynix Semiconductor, subiram diante das expectativas de preços mais altos, entre os investidores.   As ações da Samsung, a maior fabricante mundial de chips de memória, acabaram zerando seus ganhos anteriores de três por cento, ao final da sessão, e fecharam sem alteração ante o dia anterior. "É provável que pelo menos metade dos chips cujo processo de produção já tivesse sido iniciado tenham de ser descartados", disse Lee Min-hee, analista da Dongbu Securities.   "Levando em conta mais duas semanas para reativar as linhas depois da limpeza, a Samsung pode bem perder o equivalente a um mês de embarques de chips", ele afirmou. Segundo o analista, o preço de referência dos chips no mercado spot subiu em cerca de nove por cento com as notícias sobre o acidente.   "Quando aconteceu suspensão das atividades em uma linha de produção, ela precisa ser estabilizada e depois reparada antes de voltar ao normal. O mercado de memória flash NAND é pequeno e qualquer perturbação na oferta se refletirá nos preços", disse Song Mying-sup, analista da CJ Investment & Securities.   Jae H. Lee, analista do Daiwa Institute of Research, disse que cortes de energia em fábricas de chips têm sérias conseqüências. "Quando a energia acaba, algumas das bolachas de silício morrem e... se tornam obsoletas", afirmou.

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