Produção industrial no Brasil cai 0,2% em novembro, melhor que o esperado

A produção industrial brasileira caiu 0,2 por cento em novembro sobre outubro, interrompendo três meses seguidos de alta, mas num resultado bem melhor do que o esperado que garantiu expansão de 0,4 por cento sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Reuters

08 de janeiro de 2014 | 09h43

Pesquisa da Reuters junto a analistas mostrava que, pela mediana das projeções, a expectativa era de que a produção industrial recuasse 1,05 por cento na variação mensal e 0,95 por cento na anual.

Em novembro, o destaque ficou para a categoria Bens de Capital, uma medida de investimento, que mostrou retração de 2,6 por cento sobre outubro, também quebrando uma sequência de três altas seguidas. Mas sobre novembro de 2012, a categoria teve expansão de 9,6 por cento.

Na ponta oposta, a categoria Bens Intermediários apresentou alta mensal de 1,2 por cento em novembro, a maior desde agosto de 2012 (+2,1 por cento), segundo o IBGE. Sobre um ano antes, essa atividade mostrou expansão de 1,3 por cento em novembro.

O IBGE ainda revisou nesta manhã o desempenho anual da produção industrial de outubro para expansão de 1 por cento, ante 0,9 por cento.

Apesar de o resultado da indústria em novembro ter sido melhor que o esperado, ele ainda é um sinal de fraqueza do setor, que vem mostrando nos últimos meses desempenhos erráticos e que dificultam a recuperação da economia como um todo.

A expectativa de economistas segundo a última pesquisa Focus do Banco Central é de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescido 2,28 por cento em 2013, mas deve desacelerar para 1,95 por cento neste ano.

Para dezembro, já há indícios um pouco mais animadores para a atividade industrial. A pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) feita pelo Markit apontou retorno à expansão.

No Focus, a projeção dos analistas é de expansão da produção industrial de 1,53 por cento em 2013, recuperando-se para 2,20 por cento neste ano.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Felipe Pontes)

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