Produção própria enfrenta obstáculos

O estudo apresentado à Frente Parlamentar sugere também a montagem de duas fábricas misturadoras de fertilizantes compostos NPK, sendo uma no Paraná e outra em Mato Grosso, além de uma fábrica completa, desde a extração da rocha fosfática, passando pela produção de ácidos sulfúrico, fosfórico e outros insumos, a ser construída na jazida recém-descoberta em Mato Grosso, "desde que se confirme a sua viabilidade, no que diz respeito aos teores de fósforo na rocha e a capacidade total". Segundo o diretor-titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Benedito da Silva Ferreira, outro obstáculo a ser considerado para elevar a produção nacional é a disponibilidade de gás natural, "matéria-prima necessária para produção de uréia". "A exploração do nosso gás é custosa, pois ele vem de águas profundas e o da Bolívia é caro em relação a outros países fornecedores", diz Ferreira. "Depende de o governo tratar o assunto de produção própria como de segurança nacional", diz Ferreira. Segundo a Anda, o investimento em exploração de jazidas é caríssimo. Estima-se que um investimento 100% integrado de fertilizantes fosfatados custe, para uma produção de 1 milhão de toneladas por ano, algo próximo a US$ 1,5 bilhão, conforme o presidente da Bunge e da Anda, Mário Barbosa.

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