Produto é consumido até em dia frio

Mesmo em um típico dia de outono, com queda de temperatura, alguns paulistanos não deixam de saborear uma tigela de açaí nas muitas lanchonetes especializadas no fruto em São Paulo.

Mariana Mandelli, O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2010 | 00h00

Faça chuva ou sol, todos os dias o taxista Wilson Maldonado, de 49 anos, reserva 20 minutos de sua tarde e para na Frutaria Paulista, no bairro de Higienópolis, na região central. De acordo com a gerência do estabelecimento, no verão são vendidas mais de 200 tigelas de açaí por dia. No inverno, porém, o consumo cai pela metade ? mas há os que resistam ao frio, como Maldonado.

"Até coloquei a blusa para comer, porque já estava com frio e esse gelado do açaí dá mais frio ainda", conta. Ele repete o ritual há cerca de um ano e meio, sempre com granola e frutas.

"Experimentei mais por curiosidade. Já tinha ouvido falar, mas não achava um lugar confiável e limpo", lembra. O costume, segundo ele, surgiu da sensação de energia e vitalidade que o fruto proporciona. "Tenho muito mais disposição."

A professora universitária aposentada Maria Stella, de 75 anos, também gosta de açaí porque acha o fruto saudável. Mas ela, que se acostumou com o produto em viagens feitas ao Pará, acha que há diferença no sabor do açaí vendido em São Paulo.

"Não tem nada a ver com o que eu comi lá. Só a cor é parecida", afirma. "Tomo açaí de vez em quando, sempre procurando o gosto que senti em Belém", conta ela, que se preocupa com a procedência do produto.

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