Produtor tem de cumprir todas as regras do protocolo

No caso de Masson Filho, o certificado de um curso que será dado para o funcionário é o que falta para que a propriedade seja enquadrada definitivamente no protocolo. "Esse funcionário já está qualificado, mas ainda não tinha o certificado do curso de aplicação de agrotóxico", explica. "Agora ele vai fazer o curso e estará tudo certo", orgulha-se. Para Masson Filho, uma das vantagens da certificação é que o produtor não pagará pelos erros dos outros. "Quando eu contratar pessoal para colher a cana, terá de ser de uma empresa registrada, certinha, conforme manda a lei. Se houver algum problema, quem deverá resolver é ela. Do jeito que estava o produtor ou a usina acabavam pagando o pato", diz Masson Filho. Uma medida obrigatória é a construção, na propriedade, de um depósito para armazenamento de agrotóxico, de acordo com normas internacionais. O depósito deve ser feito com materiais antichama e ser padronizado para evitar que a água da chuva atinja os produtos e se espalhe pelo solo. No caso da Estância Bodoquena, o depósito existe, mas não será usado. "Como a propriedade é perto da cidade, eu pego o agrotóxico no fornecedor, uso aqui e devolvo a embalagem ou o que sobrar no mesmo dia", diz. "Se precisar, vou lá e pego de novo", acrescenta. "Mas, mesmo assim, o protocolo obriga a existência do depósito, então ele ficará aqui, pois se o protocolo diz que deve ser assim, assim será", conclui. INFORMAÇÕES: Assobari, tel. (0--14) 3662-6180

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