Produtores de queijo invadem Bra

Por quatro dias e quatro noites, as ruas do centro histórico de Bra, no Piemonte, recendem a queijo. E ninguém reclama. É assim a cada dois anos durante o Cheese, uma feira internacional de queijos - esta última edição, a oitava, foi em setembro.

CÍNTIA BERTOLINO , ESPECIAL PARA O ESTADO / ITÁLIA, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2011 | 03h08

Organizado pelo Slow Food, em parceria com a prefeitura de Bra, o Cheese celebra tradições e reafirma o apoio a produtores artesanais sem ignorar fornecedores estabelecidos na Europa, caso dos ingleses do Neal's Yard Dairy ou Mons Fromager-Affineur (leia entrevista à direita).

Na abertura, Carlo Petrini, fundador do Slow Food, reiterou a importância do leite cru no preparo dos queijos (o mesmo leite cru cuja comercialização as autoridades brasileiras proíbem). "Pasteurização é uma forma de destruir o leite", disse.

Espalhado pela cidade, o evento tinha um mercado em que era possível experimentar queijo de leite de vaca, ovelha, cabra e búfala, em diferentes estágios de maturação. Nas ruas, além da farta distribuição de laticínios, uma boa oferta de comida com e sem queijo, e de cervejas artesanais.

Jovens produtores italianos de queijos com receitas antiquíssimas protegidas pelas fortalezas do Slow Food se juntaram num workshop. Eles representam um estímulo à sobrevivência de queijos cuja memória é cuidadosamente mantida por pouquíssimas pessoas.

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