Professor cria pescado num porão de Nova York

No porão de um prédio coberto de hera, milhares de tilápias, mais aglomeradas que passageiros num trem lotado de metrô, ocupam tanques de fibra de vidro de 290 litros cada. Quem supervisiona esse reino aquático é o pesquisador Martin Schreibman. Um peixe quase desconhecido nos EUA até poucos anos atrás, quase toda a tilápia que existe no país é importada da China ou da América do Sul. Schreibman espera mudar isso. Ele acredita que a aqüicultura urbana - a criação de peixes em grandes tanques em lugares como Nova York - poderá ser a solução para a crise provocada pela pesca predatória das populações existentes na natureza, além de criar empregos e melhorar a alimentação do público.Ambientalistas dizem que o professor teve uma boa idéia, mas os empresários que criam peixes em sistemas artificiais dizem que competir com a mão-de-obra barata dos países em desenvolvimento é difícil. Mas Schreibman acredita que a cidade de Nova York, com seus incontáveis restaurantes e imigrantes de países onde o peixe é parte essencial do cardápio, está madura para se tornar um centro de aqüicultura.Os tanques poderiam ser instalados "em vários lugares, de armazéns a arranha-céus", escreveu ele em um livro publicado em 2005.

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