Professor da rede pública promete greve

Professores da rede pública de todo o País prometem paralisar as atividades de amanhã até sexta-feira para cobrar de governos estaduais e prefeituras o pagamento do piso nacional do magistério, de R$ 1.451, para carga horário de 40 horas semanais.

ESTADÃO.EDU, O Estado de S.Paulo

13 Março 2012 | 03h05

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, diz que o movimento pode ser ampliado conforme decisão tomada nas assembleias de cada Estado.

"Os professores farão atos públicos e passeatas. Nossa chamada é de três dias para fazermos uma avaliação, se a greve continua ou não. Cada Estado tem autonomia de decisão", disse Leão ontem, durante entrevista concedida a uma rádio.

Segundo a CNTE, o piso do professor é cumprido apenas em Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco e São Paulo, além do Distrito Federal. Ontem, professores do DF entraram em greve para pedir equiparação salarial com outras carreiras do ensino superior.

Leão destacou ainda que o piso salarial em vigor no País - de R$ 1.451 - não atende às necessidades dos profissionais em educação. Pelos cálculos da CNTE, o piso deveria ser de R$ 1.937.

A entidade defende que seja considerada também, entre outros fatores, a atualização monetária de 2009, o primeiro ano de vigência da lei.

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