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Professor de Santos defende exercícios

O professor de matemática Lívio Celso Pini, de 55 anos, disse à polícia que aplicou problemas com temas relacionados a crimes a alunos da Escola Estadual João Octávio dos Santos, em Santos (SP), para que os estudantes refletissem e discutissem o tema posteriormente em sala de aula.

Rejane Lima, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2011 | 00h00

Ele depôs ontem na Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Santos, que apura se o professor cometeu "apologia ao crime" ao aplicar questões que abordam tráfico, prostituição, roubo de veículos, assassinato e uso de armas de fogo a alunos do 1.º ano do ensino médio da escola, que fica no Morro do São Bento, periferia da cidade.

Segundo o delegado Francisco Fernandes, Pini disse que as perguntas foram retiradas de um site. Afirmou ainda que havia aplicado o mesmo teste no ano anterior. O professor escondeu o rosto ao deixar a delegacia e não quis falar com a imprensa. Seu advogado, Thiago Huber, disse que ele está "muito abalado" e "sob efeito de medicação".

Protesto. Ontem, cerca de 200 alunos se manifestaram em frente ao colégio, pedindo o retorno do professor, afastado pela Secretaria de Educação desde a semana passada.

Eles alegavam que, desde o afastamento, as turmas sob responsabilidade de Pini estão sem ter aulas de matemática. A secretaria não se pronunciou sobre esse ponto.

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